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És tu que estás
Sophia de Mello Breyner Andresen
És tu que estás à transparência das cidades Vê-se o Teu rosto para além dos bairros interditos O mal palpável próximo insistente Parece tornar-Te evidente. Sobe do destino uma sede de Ti. Não somos só isto que se torce Com as mãos cortadas aqui.
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